quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Materiais que provocam invisibilidade

O Centro de Tecnologia Nanofotónica de Valência, em Espanha, desenvolveu novos materiais com propriedades que podem provocar a invisibilidade em dimensões nanométricas. De acordo com a Agência Lusa, o estudo pretende ser aplicado nas áreas da segurança e defesa.

O projecto CONSOLIDER quer produzir materiais em escalas maiores «sem alterar as propriedades» que geram a invisibilidade. As aplicações a esses materiais poderiam conseguir que submarinos, satélites ou aviões ficassem invisíveis aos radares ou sistemas de sonar.

Através dos metamateriais desenhados com propriedades e estruturas específicas para alterar o caminho dos raios de luz que reflectem nos objectos consegue-se a invisibilidade. Assim, a luz viaja em direcção ao objecto, mas não chega a tocar, nem a reflectir neste.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cancro

Cancro...




A própria palavra cancro ainda assusta muita gente, isto porque ainda existem muitas idéias erradas sobre a doença e, infelizmente, a maioria das pessoas ainda pensa que cancro é sinónimo de morte. A palavra cancro tem origem latina e significa, literalmente, caranguejo.


Tem esse nome, pois as células doentes atacam e se infiltram nas células sadias como se fossem os tentáculos de um caranguejo. Até hoje há quem evite pronunciar a palavra “cancro” e atribui à doença alguns, digamos, apelidos. Portanto, parece-nos que própria palavra cancro já traz em si alguns mitos. Muitas vezes uma má interpretação de factos relacionados ao cancro ou uma generalização de um caso isolado da doença assim como especulações acabam por fazer com que ideias e até mesmo crenças se apresentem como verdades. Vejamos, a partir de algumas dúvidas comuns, o que é mito e o que é verdade em relação ao cancro.



O cancro é contagioso?


Mito. Mesmo o cancro causado por vírus não é contagioso, ou seja, não passa de uma pessoa para a outra por contágio como ocorre com resfriados, por exemplo. No entanto, alguns vírus oncogénicos, isto é, capazes de produzir cancro, podem ser transmitidos através do contacto sexual, de transfusões de sangue ou de seringas contaminadas utilizadas para injectar drogas.


Desenvolver um cancro é um castigo?


Mito. Há várias causas para o cancro, sobretudo tabagismo, consumo exagerado de álcool, maus hábitos alimentares, sedentarismo que são os principais responsáveis pelos casos de cancro.


Pessoas na minha família tiveram cancro, terei também porque o cancro é hereditário?


Mito. Em geral, o cancro não é hereditário. Há apenas alguns raros casos que são herdados, tal como o retinoblastoma, um tipo de cancro de olhos que ocorre em crianças. Entretanto, existem alguns factores genéticos que tornam determinadas pessoas mais sensíveis à acção de carcinógenos, isto é, agentes que provocam o desenvolvimento de um cancro ou tumor maligno no organismo, o que explica por que algumas delas desenvolvem cancro e outras não, quando expostas a um mesmo carcinógeno ambiental. Mas, repetimos: o cancro não é comprovadamente hereditário.


Pessoas afro-descendentes não correm risco de ter cancro de pele?


Mito. Qualquer pessoa pode ter cancro de pele, no entanto aquelas com maior concentração de melanina na pele, como as pessoas afro-descendentes, apresentam menor incidência de tumores de pele. Embora seja raro, podem ter cancro de pele, principalmente na palma das mãos ou na planta dos pés. Por isso, todos devem proteger-se do sol usando chapéus e filtros solares adequados.


Cancro de pele é mais comum em pessoas com idade acima de 40 anos?


Verdade. Os efeitos nocivos do sol são acumulativos, por isso é comum que o cancro de pele e suas lesões apareçam após os 40 anos.


Charutos e cachimbos provocam menos cancro de pulmão que cigarros comuns?


Mito. Tanto os cigarros como os charutos e fumo para cachimbos consistem em folhas de tabaco secas, além de outras substâncias. Dentre aquelas já identificadas no tabaco e na sua fumaça, 43 são comprovadamente cancerígenas. Como há mais fumantes de cigarros do que de charutos e cachimbos, a ocorrência de cancro por cigarro é maior, no entanto charutos e cachimbos são igualmente perigosos.


O tabaco causa apenas cancro de pulmão?


Mito. O hábito de fumar é a principal causa do cancro de pulmão, laringe, faringe, cavidade oral e esôfago. Também contribui para o surgimento do câncer de bexiga, pâncreas, útero, rim e estômago, além de algumas formas de leucemia.


A destruição da camada de ozónio aumenta as chances de se desenvolver algum tipo de cancro, principalmente o cancro de pele?


Verdade. Com a destruição da camada de ozónio, os raios UV-B e UV-C aumentam sobre a Terra. Os raios UV-B estão directamente relacionados ao surgimento do cancro de pele e os raios UV-C são potencialmente mais carcinogénicos do que os UV-B.


A maior incidência de cancro de pele ocorre na cabeça, no rosto e no pescoço?


Verdade. Isto porque estas são as áreas mais expostas à radiação.


O cancro tem cura?


Verdade. Embora a medicina indique, sempre, o tratamento individualizado e cada paciente responda de uma maneira particular às terapias, o cancro é curável, desde que diagnosticado precocemente e acompanhado correctamente.


Andar muito de avião ou ficar sempre perto de antenas de celulares aumenta o risco de desenvolver cancro?


Mito. Não há nenhuma comprovação científica de que radiação de celulares, microondas, aviões possa causar tumores. Telefones celulares emitem doses pequenas de radiação electromagnética. Até o momento, os estudos feitos para determinar a relação dessa radiação com o aparecimento de cancro não mostraram nenhuma evidência de que isso ocorra, mas o assunto permanece “em aberto” e mais pesquisas são necessárias para se chegar a uma conclusão. Convém ressaltar que radioactividade em altas concentrações representa riscos para desenvolver um cancro.


Alimentos cozidos em forno de microondas podem provocar cancro?


Mito. As microondas não tornam o alimento radioactivo, nem apresentam risco de exposição à radiação desde que usadas de acordo com as instruções. A exposição a altas doses de radiação por microondas pode ocasionar queimaduras ou cataratas nos olhos, mas a pequena quantidade que pode vazar de um forno caseiro não causa problemas.


O cancro de próstata causa diminuição de virilidade?


Mito. O toque retal não afecta o desempenho sexual de quem é submetido ao exame. Se a doença for descoberta ainda no início, o tratamento não influenciará a actividade sexual do paciente. Portanto não haverá riscos de perda de apetite ou desempenho sexual.


Um paciente com cancro de próstata pode ter perda da masculinidade?


Mito. A única alternativa médica possível para verificar se a próstata está normal ou se há alterações é realizar o exame de toque retal (pois o reto é a via natural de acesso à próstata por ter sua parede ligada a esse órgão). O exame em nada influência a orientação sexual do paciente.


A frequência sexual interfere na ocorrência de cancro?


Mito. Imaginar que uma vida sexual mais ou menos activa influencia a ocorrência da doença. Especialistas afirmam que não há relação alguma entre a frequência sexual e o surgimento de cancro. Cabe aqui informar que a actividade sexual não ajuda a proteger as mamas contra o cancro. O que pode protegê-las contra doenças mamárias é a gravidez e a lactação.


Amamentar protege o peito do cancro de mama?


Mito. Quando o bebé mama, as células mamárias ficam ocupadas com a produção de leite e se multiplicam menos, o que reduz o risco de contrair a doença.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Alto e mau som !




MP3 pode levar dez milhões de jovens europeus à surdez!


Uma conferência em Bruxelas voltou a alertar para os perigos dos leitores Mp3 para a audição e a "catástrofe" que daí advirá se nada for feito. Entre as medidas equacionadas está uma maior limitação do volume máximo permitido.
Ontem, numa conferência promovida pela União Europeia, foi elevado o estado de alerta em relação aos leitores portatéis de música, com vários responsáveis e investigadores a traçarem um cenário negro para o futuro da juventude europeia.
"Sejamos francos: estamos perante uma catástrofe se nada for feito rapidamente", afirmou ontem Stephen Russell da associação europeia de segurança para o consumidor ANEC, estimou que até dez milhões de jovens europeus correm o risco de danificar a sua audição por utilizarem os seus leitores Mp3 com o volume demasiadamente alto.
Os especialistas fizeram ainda questão de referir que não existe qualquer cura conhecida para a perda de audição ou para a tinite - uma doença caracterizada pela sensação de um tinir contínuo nos ouvidos.



A abrir a sessão, a comissária europeia para o consumidor, Meglena Kuneva, recordou que nos últimos quatro anos foram vendidos mais de 250 milhões de aparelhos áudio portáteis na União Europeia e que cerca de 100 milhões de pessoas os utilizam numa base diária.



O presidente da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia, João Marta Pimentel, confirmou à Lusa que "há cada vez mais casos de problemas de audição em jovens, o que está a causar preocupação na classe médica", lamentando a inexistência de dados sobre a situação.
De acordo com o especialista, os jovens "não estão informados sobre os riscos" de ouvir música num nível sonoro muito elevado e durante um tempo prolongado. Por este motivo sugeriu que os leitores portáteis sejam vendidos com uma bula, como as dos medicamentos, advertindo para os riscos de perda de audição.
O médico condenou ainda a utilização do tipo de auscultadores que encaixam no ouvido, fazendo "oclusão do canal auditivo", permitindo apenas a audição proveniente do aparelho.






Fonte:Jornal de Notícias, 28 de Janeiro de 2009












domingo, 1 de fevereiro de 2009

Acorde a sua bactéria!

Investigadores israelitas descobriram uma forma diferente de limpar o organismo contra bactérias malvadas: acordá-las. Infecções como a tuberculose, por exemplo, podem aparecer do nada, mesmo depois da maior parte dos seres vivos terem sido eliminados por antibióticos.

Acontece que, quando a bactéria adormece, ela morre de fome, e inibe a sua capacidade de absorver o remédio. Por isso, ao manter a bactéria acordada, e injectando-lhe alguns nutrientes, os cientistas conseguem fazer com que o antibiótico faça efeito no organismo. Em testes, pesquisadores foram capazes de reduzir a população de bactérias em até 99%.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Descoberta de genoma humano!
James D. Watson é um pioneiro no estudo da genética humana.Durante quase 40 anos comandou o Cold Spring Harbor Laboratory, em Nova York. Em 1953, ele e Francis Crick identificaram a estrutura do DNA. Foram congratulados com o Prémio Nobel de Medicina em 1962.

O Projecto Genoma Humano (PGH) é uma sociedade internacional, composto pelos EUA, Europa e Japão, que tem por objectivo codificar todos os genes da espécie humana até 2025. Em 1990, o PGH envolvia mais de 5000 cientistas, de 250 diferentes laboratórios.

Há mais de 50 anos, Francis Crick e James Watson trabalharam juntos numa estrutura de DNA de dupla hélice. Naquela época, não havia como determinar a sequência de bases de uma molécula de DNA, que, se sabia, devia conter um código genético. Portanto, a ideia de que os indivíduos poderiam ter, de forma precisa, o seu próprio DNA sequenciado era pura ficção científica. Com a revelação da estrutura do DNA abriram-se novos campos de investigação, levando, em 1989, ao PGH - um esforço internacional que decifrou os conteúdos químicos do gene humano.


Em 1990 Craig Venter propôs-se a patentear as sequências aleatórias do genoma que o seu laboratóro se encontrava a decifrar ainda sem sequer conhecer as suas funções. Craig era dono da empresa Celera Genomia.

A 26 de Julho de 2000, o genoma humano é codificado nas suas partes essenciais.

A 14 de Abril de 2003, dois anos antes do previso, a equipa de cientistas que trabalhava na descodificação do genoma humano, anuncia a sua descodificação completa.

Essa descoberta fundamental poderia ser utilizada para a melhoria da saúde das pessoas.

Os responsáveis pelo PGH acreditavam que a descoberta da posição de cada gene, além de sua composição e função no organismo, seria a chave para o diagnóstico e a cura de muitas doenças, como cancro, obesidade, diabetes, doenças auto-imunes e hipertensão.

Numerosas doenças decorrentes de deficiências genéticas poderão encontrar a cura nos próximos anos, no entanto os especialistas advertem que só dentro de 10 a 30 anos as descobertas darão lugar a terapias.

Novas tecnologias clínicas surgirão, baseadas em diagnósticos de DNA; novas terapias baseadas em novas classes de remédios; novas técnicas imunoterápeuticas; prevenção em maior grau de doenças pelo conhecimento das condições ambientais que podem desencadeá-las; possível substituição de genes defeituosos através da terapia genética; produção de drogas medicinais por organismos geneticamente alterados.

O conhecimento da genética humana também auxiliará muito o conhecimento da biologia de outros animais.

Apesar do conhecimento ter chegado muito longe ainda surgem muitas dúvidas, dado que ainda nem sequer se vislumbra a função de 40 por cento dos genes.
Para já, a grande novidade do que hoje é anunciado, é que, afinal, o ser humano tem menos genes do que se pensava: 30 mil contra os 80 mil a 100 mil anteriormente previstos. Apenas o dobro de uma mosca.
Através da análise do genoma descodificado de vários indivíduos, os cientistas concluíram que 99,9% do nosso genoma é comum a todos os seres humanos. Apenas 0,1% nos distingue e fornece informações diferentes para por exemplo: susceptibilidade a determinadas doenças, cor dos olhos, altura, forma do rosto, etc.

O código genético humano consiste em 6 biliões de bases azotadas e seriam necessários 134 conjuntos de enciclopédias para o escrever.





quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Identificado gene chave na propagação do cancro da mama!!

Uma equipa de investigadores norte-americanos identificou um gene que desempenha um papel chave na propagação do cancro da mama e torna também os tumores mais resistentes à quimioterapia.

O gene, chamado Metaderina ou MTDH, está activo em 30 a 40 por cento dos pacientes. Situado numa pequena região do cromossoma humano, este gene parece ser crucial para a formação de metástases, ao ajudar as células cancerígenas a fixar-se nos vasos sanguíneos de outros órgãos do corpo.

A identificação do mecanismo genético envolvido na formação de metástases do cancro da mama poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novos tratamentos capazes de neutralizar a actividade do gene e reduzir a mortalidade.

Neutralizar esse gene nos pacientes com cancro da mama permitirá atingir simultaneamente dois objectivos importantes: reduzir o risco de recorrência do tumor e ao mesmo tempo a sua disseminação noutros órgãos.

Esta descoberta permitirá desenvolver um medicamento capaz de neutralizar o mecanismo de metástases do cancro.Estes investigadores descobriram também que o gene MTDH poderá também explicar a progressão e propagação de outros tipos de cancro, como o da próstata.

Apesar de não ser dos mais letais, o cancro da mama tem uma alta incidência e uma alta mortalidade, sobretudo na mulher, sendo que apenas um em cada 100 cancros se desenvolve no homem. Em Portugal, com uma população feminina de 5 milhões, surgem actualmente 4.500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja 11 novos casos por dia, morrendo diariamente quatro mulheres com esta doença, segundo dados da Liga Portuguesa contra o Cancro!!

Viagra ajuda proteína que defende coração da tensão arterial alta!

Investigadores descobriram que o medicamento Sildenafil (substância activa do Viagra) ajuda uma proteína que defende o coração dos danos causados pela tensão arterial alta.

As conclusões da equipa de investigadores do hospital da Universidade de Johns Hopkins de Baltimore e outros centros ajudam a explicar porque o medicamento, que se tornou popular na década passada para o tratamento da disfunção sexual masculina, melhora o coração.

A chave, segundo os investigadores, está no efeito do Sildenafil numa proteína, a RGS2, recentemente identificada como um elo essencial na cadeira de reacções que impedem a insuficiência cardíaca.

Os especialistas de cardiologia, que fizeram as experiências em ratos, concluíram que a proteína “Sildenafil” prolonga claramente os efeitos protectores da RGS2 nos corações dos ratos.