domingo, 25 de janeiro de 2009

Descoberta de genoma humano!
James D. Watson é um pioneiro no estudo da genética humana.Durante quase 40 anos comandou o Cold Spring Harbor Laboratory, em Nova York. Em 1953, ele e Francis Crick identificaram a estrutura do DNA. Foram congratulados com o Prémio Nobel de Medicina em 1962.

O Projecto Genoma Humano (PGH) é uma sociedade internacional, composto pelos EUA, Europa e Japão, que tem por objectivo codificar todos os genes da espécie humana até 2025. Em 1990, o PGH envolvia mais de 5000 cientistas, de 250 diferentes laboratórios.

Há mais de 50 anos, Francis Crick e James Watson trabalharam juntos numa estrutura de DNA de dupla hélice. Naquela época, não havia como determinar a sequência de bases de uma molécula de DNA, que, se sabia, devia conter um código genético. Portanto, a ideia de que os indivíduos poderiam ter, de forma precisa, o seu próprio DNA sequenciado era pura ficção científica. Com a revelação da estrutura do DNA abriram-se novos campos de investigação, levando, em 1989, ao PGH - um esforço internacional que decifrou os conteúdos químicos do gene humano.


Em 1990 Craig Venter propôs-se a patentear as sequências aleatórias do genoma que o seu laboratóro se encontrava a decifrar ainda sem sequer conhecer as suas funções. Craig era dono da empresa Celera Genomia.

A 26 de Julho de 2000, o genoma humano é codificado nas suas partes essenciais.

A 14 de Abril de 2003, dois anos antes do previso, a equipa de cientistas que trabalhava na descodificação do genoma humano, anuncia a sua descodificação completa.

Essa descoberta fundamental poderia ser utilizada para a melhoria da saúde das pessoas.

Os responsáveis pelo PGH acreditavam que a descoberta da posição de cada gene, além de sua composição e função no organismo, seria a chave para o diagnóstico e a cura de muitas doenças, como cancro, obesidade, diabetes, doenças auto-imunes e hipertensão.

Numerosas doenças decorrentes de deficiências genéticas poderão encontrar a cura nos próximos anos, no entanto os especialistas advertem que só dentro de 10 a 30 anos as descobertas darão lugar a terapias.

Novas tecnologias clínicas surgirão, baseadas em diagnósticos de DNA; novas terapias baseadas em novas classes de remédios; novas técnicas imunoterápeuticas; prevenção em maior grau de doenças pelo conhecimento das condições ambientais que podem desencadeá-las; possível substituição de genes defeituosos através da terapia genética; produção de drogas medicinais por organismos geneticamente alterados.

O conhecimento da genética humana também auxiliará muito o conhecimento da biologia de outros animais.

Apesar do conhecimento ter chegado muito longe ainda surgem muitas dúvidas, dado que ainda nem sequer se vislumbra a função de 40 por cento dos genes.
Para já, a grande novidade do que hoje é anunciado, é que, afinal, o ser humano tem menos genes do que se pensava: 30 mil contra os 80 mil a 100 mil anteriormente previstos. Apenas o dobro de uma mosca.
Através da análise do genoma descodificado de vários indivíduos, os cientistas concluíram que 99,9% do nosso genoma é comum a todos os seres humanos. Apenas 0,1% nos distingue e fornece informações diferentes para por exemplo: susceptibilidade a determinadas doenças, cor dos olhos, altura, forma do rosto, etc.

O código genético humano consiste em 6 biliões de bases azotadas e seriam necessários 134 conjuntos de enciclopédias para o escrever.





quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Identificado gene chave na propagação do cancro da mama!!

Uma equipa de investigadores norte-americanos identificou um gene que desempenha um papel chave na propagação do cancro da mama e torna também os tumores mais resistentes à quimioterapia.

O gene, chamado Metaderina ou MTDH, está activo em 30 a 40 por cento dos pacientes. Situado numa pequena região do cromossoma humano, este gene parece ser crucial para a formação de metástases, ao ajudar as células cancerígenas a fixar-se nos vasos sanguíneos de outros órgãos do corpo.

A identificação do mecanismo genético envolvido na formação de metástases do cancro da mama poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novos tratamentos capazes de neutralizar a actividade do gene e reduzir a mortalidade.

Neutralizar esse gene nos pacientes com cancro da mama permitirá atingir simultaneamente dois objectivos importantes: reduzir o risco de recorrência do tumor e ao mesmo tempo a sua disseminação noutros órgãos.

Esta descoberta permitirá desenvolver um medicamento capaz de neutralizar o mecanismo de metástases do cancro.Estes investigadores descobriram também que o gene MTDH poderá também explicar a progressão e propagação de outros tipos de cancro, como o da próstata.

Apesar de não ser dos mais letais, o cancro da mama tem uma alta incidência e uma alta mortalidade, sobretudo na mulher, sendo que apenas um em cada 100 cancros se desenvolve no homem. Em Portugal, com uma população feminina de 5 milhões, surgem actualmente 4.500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja 11 novos casos por dia, morrendo diariamente quatro mulheres com esta doença, segundo dados da Liga Portuguesa contra o Cancro!!

Viagra ajuda proteína que defende coração da tensão arterial alta!

Investigadores descobriram que o medicamento Sildenafil (substância activa do Viagra) ajuda uma proteína que defende o coração dos danos causados pela tensão arterial alta.

As conclusões da equipa de investigadores do hospital da Universidade de Johns Hopkins de Baltimore e outros centros ajudam a explicar porque o medicamento, que se tornou popular na década passada para o tratamento da disfunção sexual masculina, melhora o coração.

A chave, segundo os investigadores, está no efeito do Sildenafil numa proteína, a RGS2, recentemente identificada como um elo essencial na cadeira de reacções que impedem a insuficiência cardíaca.

Os especialistas de cardiologia, que fizeram as experiências em ratos, concluíram que a proteína “Sildenafil” prolonga claramente os efeitos protectores da RGS2 nos corações dos ratos.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Banco Público De Células Estaminais

O que se retira do cordão umbilical de um bebé
O cordão umbilical contém “células-mãe”, que podem ser usadas como “sementes” para produzir células da medula em receptores compatíveis, em caso de leucemias, ou quando há falta de produção dessas células.

O que é, como funciona e para que serve

Em que consiste

O futuro Banco Público de Células do Cordão Umbilical assentará na dádiva e vai funcionar num sistema universal, em que todos poderão recorrer às células estaminais armazenadas através do processo de criopreservação.
O sangue do cordão umbilical é valioso, porque é uma fonte rica de células estaminais – as bases essenciais dos sistemas sanguíneo, nervoso e imunitário.


Banco de células estaminais --> Os pais, voluntariamente, autorizam, no momento do parto a recolha e dávida do sangue do cordão umbilical --> Fica acessível a todas as pessoas que precisarem (em tudo semelhante a um banco de sangue).

O que é a criopreservação
É um processo de congelação a temperaturas criogénicas (normalmente recorrendo a azoto líquido). As células estaminais para se manterem viáveis por vários anos têm de ser preservadas a temperaturas abaixo dos 180ºC negativos.



A diferença relativamente aos bancos privados de células do cordão umbilical, é que quem dá não espera nada em troca. Se precisar nada garante que as células que vai receber sejam as suas.


Como se forma uma célula estaminal

1. Células estaminais embriónicas são extraídas do interior da célula. Estas células têm potencial para se desenvolver em qualquer tipo de célula no corpo.
2. Células são colocadas em cultura com nutrientes e factores de crescimento. No processo, o blastocisto é destruído.
3. Linhas de células são produzidas quando se multiplicam e dividem. As células podem ser mantidas indefinidamente sob condições adequadas.
4. A acrescentar diferentes factores de crescimento, as células desenvolvem-se em tipos diferentes.
5. As células podem ser utilizadas em terapias de órgãos em células danificadas.



Como podem ser utilizadas
As principais aplicações das células estaminais ou embriónicas são:

Fonte: Jornal de Notícias, 16 de Janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Cimento que absorve CO2


De acordo com o jornal britânico The Guardian cientistas londrinos descobriram um novo concreto, que é menos poluente do que o original, além de capturar dióxido de carbono da atmosfera. No final, as suas contas em relação ao gás são negativas, ou seja, captura mais do que emite!

Nikolaos Vlasopoulos, cientista-chefe da Novacem, empresa responsável pela descoberta, diz que o novo cimento usa silicato de magnésio, que exige muito menos calor para ser aquecido do que o tradicional e absorve muito mais CO2. Para se ter uma ideia, o produto usado actualmente precisa chegar à temperatura de 1.500 ºC para que a fusão ocorra. O novo só precisa atingir 650 ºC.

O processamento de todos os ingredientes, no método tradicional, emite cerca de 0.8 toneladas de dióxido de carbono por tonelada de cimento. Quando misturado à água, a mistura absorve 0.4 t de CO2, o que deixa uma conta de 0.4 t a mais na atmosfera. Já com o silicato de magnésio, é emitida 0.5 t por tonelada do cimento produzido, mas, no final, ele absorve 1.1 t, o que o deixa com um saldo negativo de 0.6 t.

Embora tudo pareçam rosas, existem alguns opositores da descoberta. O porta-voz do British Cement Association alerta que se deve tomar cuidado para averiguar a viabilidade de usar esta matéria-prima, já que ela não está disponível em todos os lugares. Vlasopoulos, contudo, contesta e afirma que, no mundo, há 10 trilhões de toneladas do material segundo estimativas.

Se tudo der certo, o material será uma salvação para o sector, já que ele é responsável pela emissão de 5% das emissões mundiais de CO2 – mais até do que a indústria de aviação, de acordo com o próprio Guardian.
Fonte: super.abril.com.br



domingo, 11 de janeiro de 2009

Adenomas hipófisários


Como se desenvolve?


Os adenomas hipofisários não possuem causa bem definida, sendo provavelmente provocados por mutações isoladas de células hipofisárias normais. Uma parcela de 3 a 5 % dos casos apresenta distribuição familiar, estando associada a mutações transmitidas hereditariamente.
Esses casos podem envolver a ocorrência do mesmo adenoma na mesma família (adenomas familiares) ou estarem associados às adenomatoses endócrinas múltiplas. Nessa situação, os pacientes podem exibir tumores funcionantes de paratireóide, pâncreas e supra-renais.




Causas primárias que afectam a hipófise:


.Tumores hipofisários;
.Fornecimento inadequado de sangue à hipófise (por hemorragias graves, coágulos sanguíneos, anemia ou outras causas);
.Infecções e doenças inflamatórias;
.Sarcoidose ou amiloidose (doenças raras);
.Irradiação;
.Extirpação cirúrgica;

.Doença imunitária.

















Causas primárias que afectam o hipotálamo e depois afectam a hipófise:


.Tumores hipotalâmicos;
.Doenças inflamatórias;
.Traumatismos da cabeça;
.Lesão cirúrgica da hipófise, vasos sanguíneos ou nervos que conduzem a ela.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Viagra em chip

Os cientistas estão a desenvolver um chip que funciona mais ou menos como o Viagra quando implantado no seu corpo.

Ele estimula regiões do cérebro relacionadas ao prazer, deixando o usuário sexualmente activo. O estudo está a ser conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, mas ainda não foi testado em humanos.

Segundo os cientistas, o projecto é algo que deve funcionar, não só para buscar o prazer, mas como para curar doenças, em até dez anos.

Já imaginou implantar um chip no cérebro só para não ter nunca mais dor de cabeça? Interessante não?
Fonte: super.abril.com.br