sexta-feira, 17 de abril de 2009


Utilizadores preocupam-se mais com estética de telemóveis do que com níveis de radiação!
Universidade de Coimbra adverte para efeitos electromagnéticos na saúde humana!

O valor de SAR varia consoante o modelo de telemóvel

A maioria dos utilizadores de telemóvel desconhece os níveis de radiação do seu aparelho, preocupando-se mais com questões estéticas ou tecnológicas quando tem de escolher um modelo, alertou o especialista Santos Rosa.

O professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (UC) adverte que o utilizador comum ainda não se consciencializou com a problemática das radiações electromagnéticas e dos seus efeitos na saúde humana.
As pessoas compram os telemóveis por serem bonitos, por terem ou não 3G, porque têm uma câmara melhor, têm ou não mp3 e nunca vêem o SAR,(Specific Absorption Rate, em português Taxa de Absorção Específica, a quantidade de energia que o corpo absorve quando se está ao telemóvel).
O valor de SAR varia consoante o modelo de telemóvel, se o utilizador está numa zona de boa ou má cobertura e, inclusive, um mesmo modelo pode ter níveis diferentes de radiação. Basta haver uma ligeira alteração no material em que é feito o telemóvel, como a capa, para alterar o valor de energia que a cabeça vai absorver.
Para Santos Rosa, a radiação electromagnética "pode até ser inócua", mas trata-se de algo "que não é natural", pelo que recomenda "bastante cuidado, tendo em conta que um ambiente artificial pode ter consequências que se desconhecem". A alerta é mais perigosa quando estão em causa crianças, aconselhando a moderação no uso do telemóvel "porque a parte cerebral e as defesas imunitárias ainda estão a desenvolver-se".
Olimite de SAR foi estipulado para não se chegar ao "efeito térmico", em que as radiações, "ao atingirem os tecidos, provocam um aumento de temperatura". Se "o efeito térmico" for muito elevado pode provocar danos na saúde" e é nisso que os limites estão baseados.
O especialista diz ser "mais ou menos consensual que as exposições até dez anos, em princípio, não provocarão cancro", mas lembra que acima deste período "ainda não existem resultados fiáveis porque há muito poucas pessoas que utilizam o telemóvel há mais de uma década".


Reflexão do grupo:

Neste texto são abordados dois assuntos. A questão da importância relativa que as pessoas atribuem à componente estética e à emissão de radiação electromagnética de um telemóvel e os níveis seguros de emissão/absorção de radiação.O primeiro aspecto não é estranhamente surpreendente, pensar dá trabalho e os aspectos estéticos são sempre valorizados em detrimento da segurança.Quanto aos níveis de segurança de exposição, parece-nos que a estratégia de definição dos níveis de exposição, como em muitos outros aspectos, segue a via epidemiológica.

Fonte: cienciaviva.com

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